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sexta-feira, 5 de julho de 2024

Trabalho Livre de Ana Luísa Felizardo, 11.ºE

Ana Felizardo, Gift (in german), acrílico e guache s/ tela, 2024



Memória descritiva do trabalho livre do 3º período

    "Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Desenho A da turma 11ºE, do ano letivo de 2023/2024, lecionado por Ana Cristina Magalhães, na escola secundária de Águas Santas, entre os dias 15 e 23 de maio de 2024.
    Aproximando-se o final de outro ano letivo no curso de Artes Visuais, deparei-me com a obrigação de representar, da melhor forma, tudo o que consolidei e melhorei neste ano, e também como amadureci artística e pessoalmente. Com recomendação da professora, decidi trabalhar num autorretrato pois, afinal de contas, o autoconhecimento é, para mim, o objetivo supremo de frequentar o curso de Artes Visuais e talvez continuá-lo no futuro próximo.
    Como todos os meus outros trabalhos, a tela passou por diversas modificações para chegar ao resultado final. Apenas realizei rascunhos digitais do meu rosto para que pudesse ter melhor noção das suas proporções. Na fase inicial preparei a minha tela com cores de base e uma ideia geral da forma que pretendia pintar.
    O meu objetivo para esta pintura era criar algo espontâneo, talvez um pouco impressionista (na sua essência temática mais do que técnica). Portanto, não planeei com rigor o que ia pintar desde o início. Apenas deixei que o meu subconsciente trabalhasse. No começo, este novo método deixou-me algo estagnada, mas com o avançar do trabalho, as ideias foram se desenrolando por si próprias.
    Visto que visionava que o meu rosto ficasse retratado assim como é na realidade, foi, então, o elemento em que mais trabalhei e detalhei. Para chegar a uma mera semelhança do meu rosto, foram necessárias muitas alterações das formas gerais iniciais que tinha feito, e também do tom de pele. Como quis pintar-me numa espécie de paraíso e mundo selvagem, tive em conta a alteração da cor que a luz do sol pode provocar no tom de pele. Então, mantive-me com um tom quase dourado para dar a impressão de um bronze do pôr do sol.
    Após ter sucesso a dominar a forma geral do meu rosto, com intuito de conseguir terminar o meu trabalho a tempo, parti para a forma geral de outros elementos da pintura como o corpo e o vestuário, e também o que podia servir de fundo. Como cor, decidi utilizar um azul ultramarino que considerei contrastar os sobretons alaranjados da minha pele. Dado que, neste ano letivo, trabalhamos a pintura do acrílico sobre tela, apercebi-me possuir menos dificuldades para cobrir uma cor com outra, ou para realizar misturas únicas e espontâneas.
    Contudo, após chegar a esta fase do trabalho, onde o meu autorretrato estava quase totalmente completo, vi-me bloqueada para avançar. Por um lado, não gostei de ver os meus defeitos numa grande tela mas, por outro, senti negação quanto aos mesmos, perguntando-me a mim mesma se teria pintado de maneira pouco rigorosa. Esta situação deixou-me confusa, pois, desde sempre, tenho dificuldades em ver-me como realmente sou, e autorretratos são, muitas vezes, responsáveis por acionar angustiantes episódios de disformia facial.
    Ainda assim, continuei a pintar o melhor que podia, deixando para terminar o meu rosto quando a minha auto perceção se encontrasse mais estável e credível, ou seja, como último passo. Aperfeiçoei, então, os cabelos e os detalhes do vestido, e comecei a ponderar que elementos podia adicionar como fundo. Como já mencionei anteriormente que, como fundo, desejava representar um paraíso tropical, pintei então flores, folhas e um pequeno guepardo. A este ponto, começo a associar a minha identidade artística a felinos selvagens, pois além de serem animais dos quais gosto muito, realmente apreciei pintar um deles no último trabalho livre.
    Aproveitando a oportunidade de que, com este desenvolvimento no parágrafo anterior já ter introduzido o tópico de identidade artística, considero já meio caminho andado para explicar as minhas motivações por trás do trabalho e do seu tema. Relembrando, na introdução da memória descritiva, referi o meu desejo de retratar uma maior maturidade artística e pessoal. Por isto, estão responsáveis vários fatores provindos de acontecimentos deste ano letivo. O revivalismo de certas situações traumáticas e a desconsideração das mesmas por pessoas a quem acreditava serem chegadas abriu-me novas perspetivas sobre a minha identidade, o que me define a mim como pessoa. É importante mencionar, também, que a escolha de um autorretrato foi significantemente provocada por um desejo de criar maior autovalorização. Em termos artísticos, estes mesmos eventos na minha vida delinearam com mais clareza aquilo de que gosto e não gosto, e isto possibilitou-me desenvolver uma personalidade mais única quanto às minhas pinturas e trabalhos, ora pelo pensamento por trás das mesmas, ora até mesmo pelas pinceladas e paleta cromática.
    Nomeei este trabalho com a palavra Gift, vinda do alemão, pois considero a ironia na sua tradução muito interessante. Gift em alemão significa veneno, algo tóxico, e cativa-me o facto da mesma palavra significar presente, prenda, em inglês.
    A realização deste trabalho trouxe-me emoções semelhantes a todos os outros, mas uma característica do processo foi, claramente, diferente: aceitei os defeitos que via, sendo estes na pintura ou na realidade, e simplesmente segui em frente. Não é um trabalho de que me orgulho, de todo, mas penso que estarei a evoluir artisticamente pois não mais rejeitei todos os defeitos que antes eram tão perturbadores."

Ana Felizardo, 11.ºE

Trabalho Livre de Ana Sofia Silva, 11.ºE

Ana Sofia Silva, ”O Sonho”, acrílico sobre tela, 30x45cm, 2024
 

Memória Descritiva de Ana Sofia Aroso Silva

Trabalho realizado por Ana Sofia Silva, no âmbito da disciplina de Desenho A,
professora Ana Cristina Magalhães, Escola Secundária de Águas Santas


    "Desde sempre me rodeei da minha imaginação e fantasia, constantemente envolvida no meu próprio mundo, na terra dos sonhos. Nesta pintura quis ilustrar isso mesmo, representando uma figura feminina adormecida, dentro de um mundo fantástico, uma floresta, rodeada por criaturas míticas, que a observam como algo incomum naquele mundo.
    Estas personagens são inspiradas em contos, histórias de fantasia que vemos regularmente, como o caso do dragão ao centro, uma criatura adorada, muitas vezes temida, mas que eu quis representar de modo curioso e delicado e do troll mais abaixo, que quase se confunde com o fundo em que está inserido, como é comum nas suas referências à conta da sua ligação com a natureza. Quis inserir também neste trabalho alguns detalhes pessoais, como a representação da minha gata como personagem fantástica que me acompanha até durante o sono e dentro dos meus sonhos, com asas e antenas de borboleta, e referências aos meus dois livros preferidos.
    A primeira referência, e a mais notável, é a personagem à direita do troll, que teve inspiração em Oak, uma personagem de Príncipe Cruel, de Holly Black. Já a segunda referência é de As Filhas da Floresta de Alaitz Leceaga, onde a personagem principal deixa um rasto de pequenas flores azuis por onde passaram os seus poderes, e eu ilustrei pequenas flores tanto no cabelo da rapariga, como na relva à sua volta, apenas como um pequeno detalhe.
    Todo o envolvimento do cenário é fantasioso, uma floresta à noite remete à sensação de sonho, de dormir, e de história, fantasia, já que é a este ambiente que o associamos geralmente, eu tinha por intenção que esta pintura remetesse à ilustração dos livros e a esse sentido de sonho e imaginário. A envolvência do escuro da noite traz também um contraste com a personagem central que está vestida de branco, e ao dragão central que tem contrastes a amarelo.
    Toda esta pintura remete para a minha tendência de fugir da realidade para dentro de livros e fantasias muito mais agradáveis do que a simplicidade e ao mesmo tempo desgraça do mundo real, encontrando nestes um refúgio secreto dentro da minha mente, mesmo que seja a dormir.
    Utilizei para este trabalho uma tela, de dimensões 30x45 cm, e tinta acrílica, que me permitiram trabalhar todo o efeito de ilustração com mais facilidade. Numa fase inicial do trabalho comecei por cobrir a tela com uma camada aguada de uma cor base, e em seguida fiz um esboço a carvão antes de começar a trabalhar a cor em concreto. Fiz também um estudo prévio por onde guiei todo o trabalho.
    Com isto, estes pequenos detalhes escondidos e referências ocultas, faço uma analogia mais notável de mim mesma, cheia de pequenos detalhes que não são distinguíveis com uma só olhada, e abordo uma constante da minha pessoa, com a sua tendência de viver no seu mundo dos sonhos."
Ana Sofia Silva, 11.ºE

Trabalho Livre de Ana Isabel Coelho, 11.ºE

 




Memória Descritiva de Ana Isabel
Desenho A, professora Ana Cristina

 Trabalho livre do 3º período ‘’7 Years of Evolution’’

    "Nesta memória descritiva irei falar de todos os passos e dias de trabalho na realização deste trabalho livre no âmbito da disciplina de Desenho A, do 3º período do ano letivo de 2023/2024, nomeado como ‘’7 Years of Evolution’’.
    Para trabalhar neste projeto optei por usar uma folha A3 de papel cavalinho, pastel de óleo, pastel seco, tinta acrílica, aguarela, caneta de tinta permanente preta, marcadores e uma posca branca. A origem de criar este desenho foi num momento onde estava a ver fotos antigas minhas e reparei numa grande evolução, especificamente de 7 anos atrás para os dias de hoje. Daí surgiu a ideia de representar a minha evolução de 7 anos, onde tem a minha versão com 10 anos no lado esquerdo e a minha versão atual com 17 anos no lado direito, estando divididas ao meio. Acabei por fazer o rascunho direto na folha e, como na primeira tentativa já me tinha agradado, mantive o esboço e continuei a rabiscar. Usei como referência 2 fotos minhas, uma foto próxima dos 10 anos e uma foto dos dias atuais com 17. Durante o rascunho notei no quanto evoluí fisicamente, o que me deixou feliz. Após o rascunho feito, peguei numa caneta de tinta permanente preta e marcadores para realçar o rosto e o cabelo para ser mais fácil começar a trabalhar a cor com os outros materiais numa técnica mista.
    Feito isso comecei a colorir o lado esquerdo, onde tinha um cabelo enorme e uma franja grande e bonita, mas não estava bem psicologicamente, pois nessa época estava a entrar numa depressão profunda e numa ansiedade agoniante, tanto que no desenho evidencio uma grande olheira. Desde então comecei a viver sempre triste, mesmo tendo apoio de pessoas chegadas e familiares, a expressão é de tristeza e agonia e a chorar de tão cansada que estava na época. Usando cores frias, o fundo é um contraste de azul, roxo e preto, que simboliza a tristeza, raiva, medo, ansiedade, como se estivesse a viver num fundo sombrio e sem fim que me consumia aos bocados. De seguida passei para o lado direito, atualmente tenho o cabelo curto e estou ainda em fase de tratamento desses meus problemas psicológicos, mas apesar de não estar totalmente bem e curada sinto-me bastante melhor, com os olhos radiantes e muito mais animada, apesar de ainda evidenciar algum cansaço notável, principalmente pela olheira que ainda se mantém. No lado direito encontro-me feliz, com a bochecha corada e os olhos a brilhar, como se estivesse a recuperar o brilho que perdi há 7 anos atrás. O fundo tem contraste de cores quentes amarelas, laranjas e vermelhas que simboliza felicidade, prosperidade, sucesso, amor e o otimismo. Realça o brilho da felicidade a expandir-se em mim, e o rosa na bochecha significa delicadeza e timidez e que estou a começar a aceitar quem realmente sou e a começar a gostar de outro alguém romanticamente, mas isso é segredo...
    Com este trabalho pretendo fazer uma crítica a mim mesma e ao próximo: não importa quanto tempo passe, sempre vamos evidenciar grandes mudanças, sejam elas positivas ou negativas, sendo um grande processo para a nossa auto realização e nos tornarmos nas pessoas que somos hoje em dia. Com isto refleti sobre todas as minhas memórias e conquistas, que me fizeram chegar até aqui e no que me tornei, e sou grata por tudo, mesmo que muita coisa negativa tenha acontecido comigo."

Ana Isabel Coelho, 11ºE

Trabalho Livre de Beatriz Melo, 11.ºE

 O Olhar de Medusa, 42cm x 29,7cm, Aguarela e Pastel de óleo


"O Olhar de Medusa

    Neste trabalho decidi desenhar algo carregado de simbolismo, capturando um momento intenso entre duas figuras, a Medusa e a estátua de um homem. Ao juntar elementos mitológicos com uma representação artística quis explorar a tensão do encontro entre estas duas personagens.
    No lado esquerdo comecei a desenhar a estátua de um homem e de seguida pintei utilizando aguarela em vários tons de cinza para se assemelhar a uma estátua. A mesma, com um olhar fixo e expressivo, direciona o seu olhar para a direita, onde está a Medusa.
    Do lado onde se encontra a Medusa comecei por desenhar a cara dela e depois alguns traços para saber onde as cobras se iam posicionar e seguidamente utilizei tons de verde claros para dar um ar pálido à cara dela. O rosto dela demonstra uma expressão inquietante como se não quisesse estar a olhar para a estátua. No meio da folha coloquei uma cobra que tem como função intensificar a conexão visual agonizante entre as duas figuras.
    Como fundo usei um azul vibrante de propósito para dar mais realce à cobra já que ela é como um ponto de conexão entre eles e representa o meio pelo qual o poder de Medusa é exercido.
    Combinei técnicas de aguarela e pastel de óleo para criar uma narrativa visual rica e emocionante. A interação entre a estátua e a Medusa, que é mediada pelo olhar e pelas serpentes, cria uma composição dinâmica e evocativa com o intuito de prender a atenção do espectador e sugerir uma história de amor que não acabou bem."
Beatriz Melo, 11.ºE

quarta-feira, 26 de junho de 2024

Trabalho Livre de Beatriz Moreira, 11.ºE


Beatriz Moreira

 

    "Para a disciplina de desenho A da Professora Ana Cristina Magalhães, realizei um trabalho inspirado no meu jogo favorito, The Last of Us. Nesta memória descritiva estão presentes algumas técnicas que aprendi e materiais que utilizei durante as aulas e nos trabalhos de casa destes anos letivos.

    A história do jogo é à volta de um fungo que começa a infetar seres humanos, existindo assim uma pandemia. Os infetados matam e mordem os humanos, para que o fungo se espalhe e controle mais pessoas. Ellie, a minha personagem favorita e a retratada no desenho, é imune ao fungo, então parte numa viagem com Joel (também retratado no trabalho), para ser levada a um grupo conhecido como Pirilampos, para ser examinada e encontrarem uma cura, porém, a cura significava a morte dela. Nos meses de viagem até lá, Joel e Ellie desenvolveram uma relação de pai e filha, e quando Joel descobre que os exames matariam a mais nova, tenta tirá-la dos Pirilampos, mas os mesmos não o permitem, levando Joel a matá-los para recuperar e salvar Ellie. Mais tarde, Joel é morto por vingança da filha de um dos médicos que ia examinar Ellie (já que Joel matou o mesmo). 

    No meu trabalho retratei as duas personagens em questão para falar de um sentimento típico de Portugal, a saudade. Quis desenhar ambos com a guitarra, pois foi Joel que incentivou Ellie a aprender a tocar o instrumento, e depois da sua morte, isso era a única coisa que fazia com que Ellie se sentisse mais próxima do “pai”.

    Em folhas soltas comecei por fazer um rascunho dos mencionados, e para isso utilizei duas imagens de referência. 

    Depois de passar para uma folha A3 de papel cavalinho comecei a pintura. Utilizei lápis de cor da marca “Winsor & Newton”. Para a figura feminina optei por usar um tom verde tropa no casaco, e castanhos para a guitarra e cabelo, para se adequar a personagem. Para o Joel usei apenas um tom escuro em alguns detalhes, já que no desenho ele é só uma memória e não está completamente presente.

    No fundo usei um tom cinzento claro em aguarela e fiz algumas manchas com uma cor mais escura à volta da personagem."

Beatriz Moreira, 11.ºE


Trabalho Livre de Tiago Santos, 11.ºE


Tiago Santos,

 

    "Este trabalho livre foi realizado para a disciplina de Desenho, da professora Ana Cristina Magalhães, no dia 12/05/2024.

   Esta ideia surgiu após algumas conversas na brincadeira com amigos, no caso, como as pessoas parecem diferentes à primeira vista e que passado algum tempo temos opiniões completamente diferentes.

  Para transmitir essa ideia eu decidi desenhar duas pessoas iguais só que em posições diferentes, pois para nós conseguirmos ver as duas pessoas na “posição normal” teríamos sempre de virar o quadro e ver primeiro uma e depois a outra, como é possível ver na imagem abaixo."

Tiago Santos, 11.ºE


Trabalho Livre de Zahira Rosa, 11.ºE

 Zahira Rosa, Sem Título, técnica mista s/tela, 2024



Memória descritiva do Trabalho Livre

    

    "Para começar, neste trabalho optei por trabalhar com a tinta a óleo com detalhes a acrílico. Usei óleo por ser um material que já tenho um pouco mais de interesse e experiência. O trabalho não tem nenhuma relação com a minha vida, por algum motivo parece-me a minha melhor amiga. 
    Neste trabalho tentei demonstrar a beleza feminina, mas claramente não deu muito certo. No começo pensei em fazer uma jovem morena com os seus cabelos cacheados, mostrando uma beleza exótica. Por erro meu o trabalho não mostrou as minhas qualidades artísticas, sendo uma pena. Em algumas partes do quadro tentei usar pinceladas mais fortes, mas optei por usar uma esponja para fazer a árvore (as folhas) e o céu. As cores que usei são as que mais me atraem visualmente, como o rosa na árvore, o azul no céu, os detalhes a amarelo nas joias presentes na mulher. A figura feminina tem uma rosa nas mãos para mostrar a beleza feminina comparada a uma rosa. A estrutura branca presente no trabalho foi inspirada no Pártenon, pois os gregos tinham uma perceção de beleza um pouco diferente do que é agora. Na época só os homens tinham direito à cidadania, a beleza feminina era inspirada na beleza masculina, sem curvas, a beleza era a qualidade masculina, algo que muitas mulheres não poderiam alcançar. 
    O meu trabalho não é de todo uma crítica à sociedade da época, mas sim para mostrar que o corpo feminino não tem que ser como os homens gostam e sim como as pessoas se sentem melhor. Na atualidade as mulheres são criticadas pelo seu corpo e por não estarem no padrão. A natureza presente é para realçar a mulher como a verdadeira mãe da natureza."
Zahira Rosa, 11.ºE

Trabalho Livre de Catarina Santos


Catarina Medeiros, PHDA - Pensamentos a mil, 2024 tinta acrílica, canetas, esferográfica, lápis de cor, lápis de cera e pastel de óleo s/tela


    "Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Desenho A, a pedido da professora Ana Cristina Magalhães. Nele quis  expressar um pouquinho de como são os pensamentos na cabeça de uma pessoa com PHDA (Perturbação de Hiperatividade/Défice de Atenção), chamando-o de PHDA- Pensamentos a mil. Antes da ideia final, pensava fazer um trabalho ligado ao crescimento humano e a sua relação com o tempo em termos de passado, presente e futuro ou então sobre vício nas telas, o que acabaram por ser ideias descartadas. Comecei então a procurar novas referências e ideias.
    Ao longo do ano letivo ganhei um certo interesse em psicologia, devido a uma patologia que possuo chamada PHDA. Os indivíduos que a possuem demonstram ter uma variedade de características sendo as principais: falta de atenção constante, impulsividade, hiperatividade física e mental. Dentro delas, selecionei a hiperatividade mental (que é característica obrigatória num indivíduo com PHDA) que é responsável pela enorme quantidade de pensamentos que fluem numa velocidade espantosa no cérebro de quem tem esta patologia. Com isto, decidi mostrar mais ou menos como é que é a mente de quem tem PHDA nomeando assim o trabalho de PHDA - Pensamentos a mil.
    Na realização deste trabalho, inspirei-me numa psiquiatra brasileira chamada Ana Beatriz Barbosa Silva que, por acaso, também possui PHDA e para além dela, em algumas imagens retiradas do pinterest.
    Iniciei por fazer um sketch de como seria o trabalho para assim passar para o suporte final. Na tela comecei por pintar o cérebro com tinta acrílica rosa claro para dar a entender que é um cérebro e logo de seguida a cabeça com o mesmo material. Entretanto acrescentei cores mais escuras em ambos para dar profundidade. De seguida, desenhei uma forma irregular até ambos os cantos superiores da tela de modo a representar os pensamentos variados da pessoa.
    No ‘’Balão’’ decidi desenhar e pintar várias referências a outros trabalhos realizados durante o ano letivo."
Catarina Medeiros, 11.ºE

Trabalho Livre de Raquel Simão, 11.ºE


Raquel Simão

 

Trabalho Livre de Afonso Barbosa - 11.ºE

 

Afonso Barbosa, As Divindades que Vivem em Mim, técnica mista


Memória Descritiva
”As Divindades que Vivem em Mim"



    "No trabalho livre deste período utilizei figuras místicas “divindades” para me representar nas  diferentes facetas. Para tal comecei por fazer um rascunho com recurso a pastel seco em cima da tela. Estou em primeiro plano de costas para os espectadores direcionando o meu olhar para as “ divindades “.
    No princípio do trabalho tinha a ideia de representar pessoas que eram importantes para mim mas, devido a acontecimentos durante a realização do trabalho, as ideias mudaram tornando- se um trabalho autobiográfico. Com o rascunho terminado comecei a aplicar tinta acrílica nas personagens do quadro e, como podemos observar,  as “divindades “ perderam as suas características humanas, tendo algumas sido transformadas parcial ou totalmente em elementos da natureza ou animais.
    Nas primeiras aplicações de tinta acrílica algumas ideias de “divindades “ foram criadas e abandonadas, como por exemplo as raízes verdes que saiam dos olhos de algumas personagens que foram alteradas para se tornarem asas, e a “divindade” no lado esquerdo do quadro foi transformado em um cão. .As “divindades” que se encontram ao meio da tela possuem elementos naturais, tendo o do meio bolhas e o que está mais à direita um buraco negro. Para desenhar as bolhas na face da “divindade“ central utilizei o pastel seco, pois assim consegui transmitir a mensagem de fragilidade mais facilmente. Para a “divindade” à sua direita desenhei o buraco negro com recurso a tinta acrílica de cores azul e laranja, sendo que uma é complementar da outra, dando um efeito de profundidade no buraco negro.
A “divindade” que tem focinho de cão é inspirada numa música da artista Mitski que se chama “I bet on losing Dogs“. A música é sobre amores falhados e o desejo de ter alguém que nos ame. Esta música é muito pessoal, pois como a artista Mitski sente que só aposta em amores falhados, o mesmo acontece comigo, tendo a “divindade” com focinho de cão auréolas em volta dos olhos, simbolizando a “dificuldade “ em encontrar o amor. A “divindade que como cara tem um buraco negro representa a maneira como lido com a minha ansiedade, que é ”comendo os sentimentos”, não lhes dando importância quando me começam a incomodar. <representando assim um buraco negro que engole tudo que esteja perto. A ”divindade” que possui bolhas em metade do seu rosto representa a fragilidade que não só eu mas todos têm, tendo cada pessoa as suas vulnerabilidades e individualidades. E, por fim, as divindades com asas nos olhos são um reflexo de mim sendo observadores do que me acontece."
Afonso Barbosa, 11.ºE

Trabalho Livre de Santiago Dias, 11.ºE


Santiago Dias, aguarela sobre papel, 29x42cm

segunda-feira, 11 de março de 2024

Trabalho livre de Ana Luísa Felizardo - 11.ºE

 


Ana Felizardo, As Três Graças, 12/2023, tinta a óleo sobre tela



Memória descritiva do trabalho livre do 1°período


Este trabalho foi realizado para a disciplina de Desenho A da professora Ana Cristina Magalhães de 02/12/2023 a 07/12/2023 em Águas Santas.


"Neste trabalho, o primeiro trabalho livre deste ano letivo, gostava de demonstrar as minhas capacidades relativamente ao desenho e pintura da figura humana e da sua inclusão no fundo. Desta maneira, tomei como escolha de tema duas pessoas com as quais convivo frequentemente, a Liliana e o Tiago, alunos da mesma turma.

Comecei por rascunhos no meu diário gráfico, nos mesmos onde desenvolvi melhor a ideia e procurei definir as poses a cada figura. Inicialmente, encontrei indecisão quanto à posição das figuras e se estas estariam em pé ou sentadas. Decidi desenhá-las sentadas de forma a que conseguissem interagir para retratar mais dinâmica e mais da minha capacidade artística. Após estes rascunhos, comecei a trabalhar na tela. Preparei a tinta a óleo, diluindo a mesma com recurso a óleo conforme necessário, variando entre opacidades e transparências. Tive algumas dificuldades quanto à estabilidade destas duas características, utilizando transparências em partes onde talvez uma maior opacidade ficaria mais bonito e vice-versa. Começo sempre pelo fundo, pois permite-me garantir que ao menos um dos elementos que mais cobre a tela fique decente o suficiente para destacar a minha habilidade em pintura. O fundo, tal como a maioria das minhas pinturas, era uma paisagem idealista que continha o sol e um corpo de água, elementos comuns nos meus trabalhos. Utilizo o sol para trabalhar a luz e a água para o seu reflexo, tendo expectativas de trabalhar como esta afeta as figuras com muito mais capacidade do que como ficou na pintura final. Dito isto, a tela teve as suas fases enquanto trabalhava o fundo, evidente nas imagens. Dediquei-me no que se refere à luz do sol e o seu reflexo no lago, um processo longo e cuidado. Seguindo a conclusão destas fases, parti para o trabalho dos rostos e, mais tarde, do resto da figura e dos seus cabelos. Isto é, pois, uma parte dos meus trabalhos que não me causa muita dificuldade ou desafio se não pela representação precisa das pessoas a quem estou a retratar, contudo, acredito que estou gradualmente a superar a dificuldade à medida que pratico. Com recurso ao meu conhecimento das teorias das cores, foi relativamente fácil encontrar os tons de pele pertencentes a cada figura. Posteriormente à terminação destas duas fases trabalhosas, restou pintar as roupas e detalhes finais no que toca a brilhos e sombras.

Brevemente, explicarei as minhas motivações sobre a escolha do tema do meu trabalho. Escolher duas pessoas pertencentes ao meu grupo de convívio (quase) diário facilitou retratá-los com precisão, embora ainda pudesse ter ficado mais preciso. Escolhi-os aos 2 especificamente para representar as três Graças, juntamente comigo, porque aprecio imenso a Liliana e a sua beleza como minha musa, como pessoa e como amiga, sendo o caso do que sinto em relação ao Tiago algo similar. São duas pessoas essenciais para mim, de grande importância claramente, visto que não os escolheria para pintar se não o fossem.
Finalmente, vou considerar o meu desempenho neste trabalho na realização do próximo. A professora aconselhou-me a ser mais criativa no que tange ao tema dos meus trabalhos, então procurarei um tema que seja mais crítico e metafórico do que paisagens utópicas com pessoas que gosto. Fora isso, penso que o trabalho, tirando alguns retoques que ainda podiam ser feitos, demonstra melhorias em comparação ao ano passado."
Ana Luísa Felizardo

Trabalho Livre Ana Isabel Coelho - 11.ºE



Memória Descritiva de Ana Isabel - Desenho A
professora Ana Cristina, realizado dia 02/12/2023 em casa

– Trabalho livre do 1º período –

‘’As tuas ações têm consequências’’ 

"Nesta memória descritiva irei falar de todos os passos e dias de trabalho na realização deste trabalho livre no âmbito da disciplina de Desenho A, do primeiro período do ano letivo de 2023/2024, nomeado como ‘’As tuas ações têm consequências’’.

Para trabalhar neste projeto usei uma cartolina azul-clara (24cmx32cm), tinta acrílica e caneta de ponta 0.4 preta.

Desta vez decidi expressar-me de uma forma diferente da habitual. O motivo que me levou a realizá-lo  foi a frase pela qual nomeei o trabalho, mas mais especificamente na inspiração num jogo chamado ‘’Life is Strange’’, que consiste em tomar decisões, e a cada decisão aparece a frase ‘’as tuas ações têm consequências’’. Nesse mesmo jogo demonstra o efeito borboleta por causa das decisões tomadas, logo com o efeito borboleta, pequenas atitudes podem gerar enormes mudanças do tempo, provocando uma sensação de caos e fazendo com que a pessoa repense antes de agir.

Contudo, a minha ideia inicial era desenhar-me em desespero e a chorar agoniada, com várias borboletas ao meu redor, que retratam o efeito borboleta e que devia ter tomado melhores decisões. As fitas nos pulsos seriam os remorsos, traumas e medos vindos do passado e consequentes das minhas ações, mas no final acabei por desistir desta ideia por que não sentia que iria representar bem o que queria, pois gosto de me expressar com a arte, como um meio para desabafar.

Além desta ideia inicial fiz também outros rascunhos que no final acabaram por ser descartados pois não estava a gostar de nenhum.

No final, consegui gostar de um rascunho, e foi essa a base do meu projeto, em que estarei sentada, com uma expressão exausta e triste. Com o rascunho feito, passei para o passo seguinte, que foi redesenhar o rascunho na cartolina, porque a cartolina tem mais alguma resistência por causa do uso da tinta acrílica, e de facto não vou mentir, demorei imenso a refazer a pose relativamente igual à do rascunho, por que tive de fazer maior. Feito o rascunho, hora de começar o trabalho, como disse inicialmente, era suposto desenhar-me, mas acabei por preferir fazer uma silhueta, e essa silhueta representa a minha alma.

Agora, relativamente ao resultado do trabalho, vou falar do significado e dos detalhes da obra.

No trabalho podemos ver cores quentes e frias, tanto no fundo, quanto na silhueta. A silhueta representada é a minha alma, com variadas cores e com um significado por trás. A cabeça está mais destacada a vermelho, pois representa o excessivo stress, raiva, fúria e paixão. Do pescoço até aos pés tem azul, representando serenidade e calma, os tons laranjas representam o humor, entusiasmo e energia, os tons roxos representam intimidade, sensibilidade e arrogância, os pequenos tons verdes representam o ciúme e esperança. No peito da silhueta podemos ver uma borboleta que representa a evolução e o recomeço, como se fosse uma metamorfose de uma borboleta, e os tons rosas na borboleta representam delicadeza e conexão emocional. A silhueta encontra-se sentada numa espécie de vácuo mental, muito pensativa com as suas atitudes e ações passadas e, à sua volta, encontram-se 5 borboletas: as borboletas azuis representam a depressão, as borboletas amarelas representam a ansiedade, e a borboleta vermelha representa a fúria e stress, e essas 5 borboletas representam os danos causados pelas ações do passado. No fundo notamos cores de tons fortes e quentes, sendo tons verdes, vermelhos magenta, rosa, etc. em que quis representar o bloqueio emocional, pois as emoções tendem a ser tão fortes que às vezes não sabemos lidar corretamente com elas, causando danos psicológicos graves. Foi um trabalho complicado, feito com muito stress e ansiedade, o que me fez pensar cautelosamente quais cores iria utilizar para a minha objetiva representação, e de certa forma fez-me expressar-me."

Ana Isabel Coelho

Trabalho Livre de Catarina Medeiros - 11.ºE

 

Catarina Medeiros, Emoções à Loucura, 2023
Aguarela, lápis de cor, marcador e canetas Posca brancas s/papel aguarela A3



"Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Desenho A ,a pedido da professora Ana Cristina Magalhães, no qual tentei expressar a loucura causada por um certo descontrole das emoções e sentimentos da personagem em primeiro plano, assim nomeando o trabalho livre de ‘’Emoções à Loucura’’.
Inicialmente, iria fazer uma representação de uma figura humana mutante, que teria três cabeças (figura 1 e 2) e seis braços. Entretanto acabei por descartar esta ideia, pois não a estava a conseguir compor no papel da forma como a idealizei, tendo que voltar a procurar por referências e inspirações para realizar a obra.

  

         

Figura 1- Malena Bozzini                                      Figura 2- Fanart de Tomie, de obj.shep



As emoções e sentimentos são o que nos fazem reagir de certas formas em variadas situações, no entanto, se estivermos numa situação em que existe uma enorme falta de controle sobre essas emoções, isto é, não saber lidar com as próprias sensações interiores, causa uma enorme confusão que por sua vez leva a um enorme esgotamento emocional, crises e vazio. Isto obviamente que pode ser muito perigoso e é isso que pretendo mostrar com ‘’Emoções à Loucura’’.
Na realização do trabalho inspirei-me em diversas artes publicadas no Pinterest das quais algumas não encontrei o autor. Exemplo delas é uma ilustração do mangá ‘’Uzumaki’’ de Junji Ito (figura 3), em que coloquei uma referência numa das caras que estão no fundo da obra e para além disso serviu de encaixe para este esgotamento emocional em que a personagem em primeiro plano está a deixar-se ser apoderada por uma certa loucura de confusão emocional.



                     

                                    Figura 3- Ilustração de ‘’Uzumaki’’ de Junji Ito
Com a ideia já planeada, comecei a fazer um sketch (figura 4) do trabalho já no suporte de papel de aguarela A3. Existem as faces mais detalhadas do fundo representando as emoções, sendo algumas destas a tristeza que está em maior escala, a raiva e a frustração, a ansiedade e mais algumas.


Figura 4- Sketch (incompleto)

De seguida tratei de pintar o cabelo, face e ferida ‘’macabra’’ presente no lado direito da face da personagem com a aguarela. Utilizei assim a técnica de mancha para uma primeira camada (figura 5 e 7). Para a pele decidi fazer um tom de pele com aquele jogo das cores primárias até chegar à cor de pele da figura 5. De seguida utilizei castanhos, laranjas, azuis e roxos para fazer sombras no rosto. Nos lábios juntei o tom de pele base da figura 5 com um tom mais rosado para obter a cor da figura 7. Até que percebi que a personagem estava demasiado serena. Então, utilizando principalmente azul escuro e roxo, consegui dar uma expressão mais entristecida representando o esgotamento emocional. Para esta ferida ‘’macabra’’, fiz o efeito de sangue, começando com um tom de vermelho tentando já fazer um pouco de sombras (figura 5), inspirando-me numa referência que encontrei (figura 6). Continuando a tentar fazer o tal efeito de sangue, utilizei tons de castanhos, amarelos e rosa escuro com o pincel semi seco tentando fazer efeito de esponja (figura 7 e 8).


Figura 5
Figura 6
                                                                        


Figura 7
Figura 8


Acabando isto, começo a fazer olhos presentes na parte referida anteriormente, utilizando lápis de cor para as íris (ex: verde, azul), para as veias dos olhos. Para ficar um pouco mais realista em alguns deles utilizei o lápis de cor branco em todo o olho e com a caneta Posca para os brilhos. Para fazer o efeito que queria também utilizei lápis nas partes vermelhas em cima e em baixo dos olhos para dar a ideia de profundidade com a ajuda das poscas em brilhos.

Inspirações para os olhos
                                                                                        


No cabelo, mais uma vez utilizo lápis de cor de tons de azul, roxo, amarelo e laranja com recurso a traço consegui fazer um efeito de fios que andava há algum tempo a procurar alcançar e mais uma vez utilizo as poscas brancas para fazer os brilhos nos cabelos.
Nos ombros, com aguarela em tons de azul, roxo e preto, com recurso a mancha, quis reforçar a ideia de angústia, tristeza e mais uma vez o esgotamento que se estava a apoderar dela.

Finalmente para o fundo decidi que, para as caras mais detalhadas, utilizaria lápis de cor dando efeitos mais realistas a estas, já às outras simplesmente utilizei marcadores de ponta super fina para ser visualmente mais incerto (figura 12) representando a confusão extrema que vai na cabeça da personagem em primeiro plano.


    Figura 12


Para concluir, este trabalho serviu para sair da minha área de conforto nas artes. Fiquei diversas vezes ansiosa ao ver alguns tipos de imagens e, sinceramente, acho que consegui cumprir e expressar a minha ideia para o trabalho."

Águas Santas, 06.12. 2023 e 07.12. 2023
Catarina Medeiros

Trabalho Livre de Afonso Barbosa, 11.ºE


 Memória descritiva
“Altura de crescer”


"Neste trabalho livre decidi representar as ideias do amadurecimento e da infância. Comecei a trabalhar num papel A3 juntando as minhas ideias e focando-me inicialmente em desenhar uma casa de tijolos num precipício.


Nesta parte do trabalho utilizei lápis de cor, pastel seco e tinta da china para desenhar o precipício e a casa de tijolos. Depois, com recurso a lápis de cor, pastel seco e tinta da china, acrescentei mais detalhes. A casa de tijolos é desenhada torta intencionalmente para representar a infância, um período onde era tudo tranquilo, não havia responsabilidades, não havia a necessidade de ser rigoroso e direito. A infância é, em si, um período de felicidade e segurança, traduzida pela luz que é emitida de dentro da casa. Em seguida comecei a pintar a folha com aguarela cor de rosa  para fazer uma “base”.

Depois de fazer a “base” iniciei o mar: fiz o esboço do tornado marítimo com recurso a tinta guache, aguarela e pastel seco.

Com tinta guache branca pintei os movimentos do mar à volta do tornado.

 


Escolhi fazer um tornado no mar para representar um dos imensos obstáculos e problemas que surgem durante a vida, sobretudo na adolescência e contrário ao que acontece na infância. A adolescência é um período de muita tensão onde nós estamos a descobrir que temos responsabilidades. Trata-se de um período onde por vezes não há espaço para errar. Em seguida desenhei com pastel de óleo, pastel seco e tinta da china um rapaz a olhar para o tornado.




Este rapaz representa os adolescentes a encarar os problemas. Foi desenhado intencionalmente maior que a casa de tijolos para mostrar que quando somos adolescentes ou quando amadurecemos já não conseguimos entrar na confortabilidade da infância, que já está na altura de enfrentarmos os nossos problemas e que já não nos podemos esconder deles.



Para o céu pintei usei a tinta guache começando por pintar de roxo para fazer a sua cor base. Depois fui começando a adicionar um pouco de tinta guache preta. 



E finalmente,  para terminar de pintar o céu, acrescentei tinta guache das cores verde e vermelha. Escolhi pintá-lo com tinta guache de cores mais escuras para criar um ar dramático que é como nos adolescentes (falando pessoalmente) quando  lidamos com os  problemas fazendo deles maiores do que são.
Em suma, este trabalho representa como é cansativo e frustrante crescer, pois temos de lidar com problemas maiores que nós próprios  ou que nós pensamos que o sejam, e não podemos voltar a esconder-nos na ignorância da infância. Só nos resta lidar com esses problemas de frente."
Afonso Barbosa, 11.ºE


Trabalho Livre de Ana Sofia Silva - 11.ºE

Ana Sofia Silva, ”Belladonna”, 06/12/2023
Técnica mista s/ papel de aguarela; 29,7x42cm


 Memória Descritiva de Ana Sofia Aroso Silva

Trabalho realizado por Ana Sofia Silva, no âmbito da disciplina de Desenho A,
professora Ana Cristina Magalhães, Escola Secundária de Águas Santas



"Depois de uma certa “perseguição” da flor beladona durante o verão, pensei que seria interessante utilizar esta bela flor para meu benefício, sendo esta a minha principal inspiração para a realização deste trabalho, ajudada por referências que fui encontrando ao longo do tempo. Neste desenho, decidi tornar o lírio beladona numa personagem humana, depois de pesquisar a sua simbologia. As beladonas simbolizam a beleza, o orgulho, a confiança, a feminilidade e a inocência. 

Inseri estas características na obra, usando cores suaves e formas onduladas, representando a inocência com o uso do branco e azul claro no vestido, a beleza e a delicadeza da própria flor. A sua pose, o movimento das roupas e cabelo, e a flor no cabelo dão indícios da feminilidade, assim como as próprias beladonas que a personagem tem nas mãos e perto das pernas, representando estas a própria flor que eu queria inserir no trabalho. 

Para tal foi também escolhido como material a aquarela, lápis de cor e pastel seco, que me permitiram obter o efeito delicado e suave que pretendia, utilizando como suporte o papel de aguarela.   As formas espirais dos lados da personagem representam o desabrochar da pétala da beladona, que cria uma pequena espiral na ponta. É criado algum movimento no vestido e cabelo, e até nas pinceladas do fundo, criando alguma dinâmica na obra, assim como a utilização de formas curvas e circulares. 

Foram feitos esboços prévios, tendo algumas das ideias originais sido alteradas com o correr da obra.

 

Diferentes fases do esboço



Como referência, utilizei outras obras que encontrei, nas quais me inspirei no estilo em que são feitas, pois achei que este se enquadra com a ideia que tinha em mente, assim como referências para o desenho das próprias flores."