sexta-feira, 8 de março de 2024
Dia da MULHER
terça-feira, 8 de março de 2022
Nasci mulher... e hoje é o meu Dia
segunda-feira, 8 de março de 2021
A Nós!
"O dia 8 de março é assinalado como o Dia da Mulher. No entanto, nunca se esqueçam de o ser todos os dias!
A Nós."
Feliz dia para nós!
"Aqui vai o meu contributo. Feliz dia para nós!"
Manuela Barbosa
(Subdiretora)
Um dos poemas de mais gosto...
"Aqui vai um dos poemas que eu mais gosto e que segundo a minha opinião retrata a condição de tantas mulheres neste mundo."
Também é o dia da Sofia...
Igualdade de Género
"Gostaria de propor o visionamento de uma intervenção da atriz Emma Watson na ONU, onde defende a igualdade de género de uma forma tão assertiva, demonstrando grande consciência social."
Um dos livros da minha vida
Simplesmente...Maria
As
fotografias fazem viver dentro de nós momentos únicos, retalhos de vida,
emoções fortes ou melodramas pessoais. Fazem-nos conhecer, talvez, algumas
circunstâncias contidas apenas na memória de quem as vivenciou.
Naquela
tarde, quando o outono anunciava chuva e o aconchego apetecia, abri a gaveta
que alberga um amontoado de estórias de outros tempos e recolhi uma gravura que
pertencera à minha avó paterna
Virei
o verso da estampa e reparei que tinha a data de 1961, quando o filho mais
velho partira para a guerra do ultramar. A ternura do abraço do filho que
elevava a mãe era surpreendente para mim. A avó Maria viera despedir-se do primogénito,
antes de este entrar para o navio, que o levava para combater os “turras” e
iria fazer parte do primeiro grupo de paraquedistas na guerra de Angola. Seria um
espaço de entendimento, da conjugação do amor entre mãe e filho que sempre
existiu na alma de cada um, mas não na comunicação dos afetos.
Lembro-me
do reconto ininterrupto das aventuras meio ficcionadas do meu pai, mas nunca foi
feita alusão ao facto da mãe ter saído da “santa terrinha” para se ir despedir
dele a Lisboa… Por isso, o momento singular sugerido naquele pedaço de papel,
quando ele e a mãe ainda tinham o coração cheio de expectativas, não ocorreu
realmente, mas, talvez, tenha sido sonhado no seu amor tão único e próprio de
mãe!
A
avó Maria era uma mulher grande. Descendente de galegos, herdara a força e a
valentia do pai, o bisavô Zé Galego, que seria o homem mais forte do concelho.
Era padeira e detinha talvez a força da sua congénere de Aljubarrota. Com os
braços possantes enterrados na farinha transformava essência em pão, que
distribuía pelas gentes da terra. A masseira era fonte de prodígios. Das mãos
largas nasciam os trigos e centeios para alimentar a aldeia ou, num ato de
plena criação, moldava com a massa que sobrava pequenos pássaros para premiar
os netos. Depois da azáfama da lavoura e da massa levedada, à meia noite, acendia
o forno e enquanto outros retemperavam corpo e alma, a avó Maria cozia o pão.
Os “bichinhos” feitos de pão representavam os
seus parcos carinhos diários… As palavras elogiosas escasseavam e os beijos e
os abraços não existiam…
No
início, quando ainda era a menina única da família e o principal motivo do seu
enlevo, sentava-me no vasto colo e dava-me a sopa, onde eu sonhava intrigas,
nos “olhinhos” do azeite. Por isso, quando alguém me perguntava, indecorosamente:
De quem gostas mais? Da avó Eufémia ou da avó Maria?
Eu
respondia: - Da avó Maria!!
(No final da vida: - A senhora quem é???)
-
Mais tarde, quando chegaram os rapazes, o seu amor mudou e a neta mais velha tornou-se
personagem secundária, porque a avó os recolhia exclusivamente no seu regaço
-
Anda cá, meu filho!… Estás tão crescido!!
Quinze
anos depois, quando outro rapaz nasceu na família, visitou-me, mas negligenciou
qualquer cuidado pela minha fraca arte parideira e, de olhos brilhantes, estendeu
os braços e ordenou categórica:
-
Dá-mo cá!!!
Albergou-o
no seu largo colo, num amplexo, como se fosse outro dos nove filhos que gerara,
mas que grande parte deles a natureza lhos fez perder.
-
Ó meu filho…que rico menino!!!!
(No
final da vida: - A senhora quem é???)
Antes
de deixar de ter esperanças, por vezes, intercedia em favor do meu pai e tentava
aproximá-los:
-
Não sei o que fiz ao teu pai? Agora está sempre contra mim…ripostava comigo,
como se fosse eu responsável por conjunturas de discórdia. Porém, tal como ela,
a resposta não tardava e afivelava-lhe qualquer responso…e para me enfurecer,
lá vinha a ladainha:
-
Os filhos da minha filha, meus netos são, os do meu filho, serão ou não….
A
amiga Celesta, longa companheira de vida e irmã na morte, advertia-a!
-
Ó Maria, bem podes gostar da rapariga!!! É a tua cara chapada…
-
E eu bem gosto!!!
(No
final da vida: - A senhora quem é???)
Nessa
época, custava-me acreditar nessa maneira tão peculiar de amar!!
Fazia
um esforço por entender algum azedume, certas mágoas, mas afastava-me cada vez
mais, porque a avó Maria criava barreiras e ficava inexorável.
Só
uma vez a vi chorar…
Tanto
dava uma reprimenda colossal, como logo a seguir:
-
Come aí, um naco de presunto. Ora come!
Decorridos
amplos anos de experiência maternal, finalmente, acabei por entender a minha
avó, o seu subtil desamor e os contidos afetos. A sua atitude era a voz de um
ciúme ao maior, único e transcendente amor:
o amor desinteressado, renegado, e traído de mãe.
Na
impossibilidade de receber afeto de forma espontânea e convivendo paredes meias
com a solidão, já que enviuvara cedo e os netos tão estimados e verdadeiros
(porque filhos da filha) tinham conhecido a vida longe das suas saias, reagia
orgulhosa a qualquer ato de ternura. Se não podia manter a cumplicidade e ser parte
ativa na decisão dos filhos, então não precisava de visitas ao domicílio,
feitas pela formalidade de parecer bem!
(No
final da vida: - A senhora quem é???)
Aos
oitenta e muitos anos a minha avó partiu e não voltou a ralhar. Teve uma vida
longa, mas penosa, sempre penosa!!!
(Longos
eram os dias em que, a cinquenta quilómetros de casa, esperava o dia inteiro na
fila para o pão, e, por vezes, chegava sem uma côdea para a ceia, porque, no
tempo da guerra não havia mais nada para calar a fome..)
Deixou
filhos, netos e bisnetos, sem conseguir reconhecer nenhum deles. Levou consigo,
num casulo de segredos, as memórias de uma vida, de parcos sorrisos e de muitas
canseiras. Nos últimos tempos, as
conversas eram longas e desconcertantes, porque, de um momento para o outro:
-
E a senhora, quem é?
Através
deste texto, pretendo relembrar a minha avó paterna e evocar todas as mulheres
que viveram por AMOR. Mesmo que tenham sido incompreendidas e pouco amistosas,
nunca deixaram de lutar pelo seu lugar no mundo e de afirmar a sua força e o
seu valor de ser Mulher!!!
Beijinhos
a todas e um FELIZ DIA DA MULHER!!!
Phenomenal Woman
"Aqui vai um poema da poetisa americana Maya Angelou que fará sentir bem qualquer mulher."
Dedicado às Mulheres corajosas
Felizmente sou mulher!
Sou mulher! Sou mulher,
porque não tenho nas minhas células o cromossoma Y. Este pequenino cromossoma
(é mesmo pequeno) é segundo Steve Jones, “uma metáfora microscópica dos seus
portadores, pois trata-se do cromossoma mais decadente, redundante e parasítico
de todo o homem”, pois só possui cerca de 70 genes que codificam proteínas. Mas
é a falta deste cromossoma que verdadeiramente permite a existência de dois
sexos na nossa espécie, e basicamente de mulheres e homens. O dia Mundial da
Mulher lembra-nos todos os anos que em quase todo o Mundo, as mulheres estão
melhor que nunca, o que não significa que estão bem. Estes direitos que damos
por adquiridos devem-se a tantas mulheres que muito lutaram e sofreram. Mas se nos defrontarmos com os cerca de 4,5
milhões de mulheres em todo o mundo que são prisioneiras de comércio sexual, com
países como o Afeganistão e o Sudão em
que as mulheres praticamente não têm acesso à educação e são propriedade dos
maridos, com os cerca dos 195 países independentes que existem no mundo em que apenas
cerca de 17 são governados por mulheres, com as mulheres que detêm apenas cerca
de 20% dos lugares nos parlamentos a nível mundial (em Portugal, são cerca de
33,5%), com o facto de que na Europa, no universo das maiores companhias
empresariais as mulheres ocupam apenas 16% dos lugares de administração e em
Portugal esse valor desce para 7%, percebemos que ainda há um longo caminho a
percorrer e que afinal não estamos assim tão bem.
Mas felizmente sou mulher! Quis o
acaso que nascesse em Portugal, nos anos 60 do século passado, no seio de uma
família “iluminada”. No seio familiar onde cresci, o número de homens era
superior, e apesar de nem sempre as tarefas serem igualmente distribuídas (num
contexto de flexibilidade, será que haveria equidade na sua distribuição?),
nunca senti constrangimentos, impedimentos e sonhos não realizados pelo facto
de ser mulher. No local de trabalho também nunca senti discriminação por ser
mulher (no entanto, não deixa de ser caricato que a maior parte dos diretores
dos agrupamentos de escola sejam homens). Na família que criei, o que vos digo
é que ser mulher é muito bom!
Felizmente sou mulher! Nós, as
mulheres, somos biologicamente falando, o sexo forte e dominante – sabiam que o
tal cromossoma pequenino, cromossoma Y, atendendo à sua taxa de degradação desde
o seu aparecimento pode desaparecer completamente dentro de uns meros 10 milhões
de anos? Temos a capacidade única de permitir o desenvolvimento de um novo ser
durante 9 meses, mantendo-o a uma temperatura constante e adequada,
alimentando-o, dando-lhe oxigénio para respirar, e quando nasce continuamos a
fazê-lo. Somos versáteis, conseguindo dar resposta ao mesmo tempo a vários
estímulos e problemas. Temos uma sensibilidade única para o que nos rodeia.
Somos mulheres!
Felizmente sou mulher!
Carmen Madureira
(Docente do Grupo 520 - Biologia e Geologia)
Ser Mulher... É Ser Forte!
Avó
A minha homenagem para a Mulher que me faz tanta falta.
A Mulher da minha vida...
"Escrevi um pequeno texto inspirado na mulher da minha vida..."
Dulce Rocha
(Docente do Grupo 330 - Inglês)
Como homem no meio duma profissão maioritariamente feminina...
"Como homem no meio duma profissão maioritariamente feminina (e com muito gosto) fica a minha dedicatória ao dia de amanhã, que deve ser todos os dias."
Poema de António Gedeão
Homenagem às mulheres trabalhadoras, exploradas, discriminadas e lutadoras.













