sexta-feira, 3 de junho de 2022

Espaço Artes: O 9ºL tece a sua criatividade "circular"....


A tecelagem no 9º L.


A partir de fio e cartão,era chegada a a hora de tecer.

O efeito obtido rapidamente prendeu o entusiasmo dos alunos.

O resultado ficou muito bonito.

Eles gostaram.Eu gostei.

Penso que a escola também irá gostar...

A prof.ª De Espaço Artes

Ana César





































Por trás da obra: A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA


Nathalia Oneto, Histórias da Arte
Nathalia Oneto


 

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Por trás da obra: A NOITE ESTRELADA


Nathalia Oneto, Histórias da Arte
Nathalia Oneto

Trabalhos livres da Beatriz Pereira - 12.ºD

 

The Feeling of Falling 1 e 2, 2022, acrílico s/tela, 40x60cm

Nesta memória descritiva vão ser relatados todos os passos dados para a concretização do Trabalho Livre do 3.º período do 12.ºano. Foram concretizadas duas telas, uma com 40x30cm e outra com 40X60cm, recorrendo a tinta acrílica.
A obra da pintora Frida Khalo sempre me fascinou. Considero única a sua forma de representar o sofrimento e as tragédias que ocorreram durante a sua vida. Para este trabalho, decidi tentar expressar um pouco mais da minha essência, tal como a Frida fazia.
A ideia surgiu ainda no final do 2.º período, durante uma aula onde rabisquei rapidamente no caderno um esboço do que pretendia fazer. Queria trabalhar em duas telas que representariam a dualidade corpo/mente. No entanto, quando, mais tarde, realizei um estudo mais detalhado, o trabalho elevou o seu significado para outros níveis mais pessoais.
Se houve algo que aprendi nestes últimos tempos, foi que não adianta tentar fugir do que nos inquieta e ignorar as nossas feridas, por mais difícil que possa ser. Como habitual, desenhei vários elementos símbolos com significados ocultos. Desta vez, não pretendo dar muitas explicações acerca de cada elemento, pois para além de possuírem um significado muito pessoal que não me sinto devidamente confortável a partilhar, penso que estaria a retirar à Arte uma das suas características mais belas: a livre
capacidade de interpretação, sendo que nenhuma das diferentes interpretações pode ser considerada mais certa ou melhor que a outra.
Irei somente esclarecer a numerologia presente. O V (5) consiste num número que me representa, já que nasci no dia 5, e o 1111 está associado à clareza emocional, orientação e independência emocional. Após o esboço inicial nas telas, parti para a sua pintura. Esta parte foi a mais demorada e trabalhosa, confesso as dificuldades que tive ao pintar a pele com os seus diferentes tons. Demorei cerca de 3/4 dias a finalizar o trabalho.
Para concluir, tenho de admitir que foi complicado realizar estas obras. É árduo encarar a realidade que passamos a vida a tentar disfarçar. Dar uma forma física ao sofrimento é como uma confirmação da tristeza. Sinto-me dividida na minha análise final do trabalho. Sinto-me livre e orgulhosa por finalmente ter encarado os meus problemas ou sinto pena de mim própria por me sentir assim? Talvez seja esta a beleza dos quadros, pelo menos, não sinto a necessidade de encontrar uma resposta. 
Deixando uma nota final, por mais que tenha representado um tema angustiante, não quero deixar de retirar uma visão otimista da vida. É crucial apreciar o lado bom das coisas, mas é também muito importante conhecer o nosso próprio interior para podermos ultrapassar mais facilmente as dificuldades que o futuro trará...

Escola Secundária de Águas Santas, 1 de junho de 2022
Beatriz Maria Pereira, n.º1, 12.ºD
YOBEA


BUNNY 222


“Balança a tua energia para criar harmonia”

Nesta memória descritiva vão ser relatados todos os passos dados para a concretização do Trabalho Livre do 2.ºperíodo do 12.ºano. O suporte é uma tela (40x50cm) e recorri a tintas acrílicas das mais variadas cores.
Segundo a numerologia, o número 222 está relacionado com a procura por equilíbrio/harmonia, com a disposição para a inovação e com a procura novos projetos, resolvendo os problemas que possam surgir.
Tal como o número 222, tive como objetivo representar esse equilíbrio e harmonia que passamos a vida à procura. Encaro a minha arte como uma possibilidade de fugir à realidade, criando um ambiente feliz e agradável onde todos se possam sentir acolhidos, apesar de todos os conflitos (internos e externos) que possam existir. Primeiramente, rabisquei, num post-it, às pressas, estudos para aquilo que viria a ser transportado para a tela. Optei por desenhar um coelho, pois é já um símbolo pessoal, tendo-o desenhado em vários trabalhos anteriormente. Após desenhar a figura central da obra, pensei no que a rodearia. Tenho um especial gosto por desenhar flores e vegetação, pelo que não foi difícil decidir inserir o coelho numa colorida paisagem campestre sob um céu azul com duas nuvens e uma borboleta, outro animal bastante frequente nos meus trabalhos
Para além disso, acrescentei os dois emojis amarelos. Estes encontram-se em lados opostos da pintura e apresentam uma diferença na expressão facial (um está feliz e o outro triste). Resolvi representar esta distinção pois apesar de procurar representar um mundo “perfeito”, sei que este não é realmente possível de se alcançar. Deste modo, os emojis fazem uma distinção de humor, já que não é possível estarmos felizes o tempo todo.
Foi com este pensamento que decidi deixar o coelho com uma expressão facial neutra, ninguém pode afirmar que ele está deprimido ou feliz, mesmo estando inserido num ambiente alegre. Após o desenho de todos os elementos, procedi para a pintura a tinta acrílica com o predomínio de tons claros. Esta foi, sem dúvida, a parte mais demorada.
Seguidamente, com o trabalho quase concluído, realizei alguns pormenores a branco com uma tinta 3D, de forma a criar mais algum relevo, e, recorrendo à técnica do pontilhismo, pintei pontos de diferentes cores para transmitir uma maior sensação de diversidade, garantindo um maior interesse ao quadro. Por fim, dei por terminado o trabalho.
Em suma, estou orgulhosa do resultado. Foi um desafio do início ao fim, nunca tinha pintado uma tela tão grande e não sabia se ia correr muito bem. Sinto-me, no entanto, contente com o meu trabalho livre. Penso que consegui inovar e melhorar a minha técnica, enquanto apresentei um trabalho com um importante valor emocional para mim. Tendo, portanto, concluído com sucesso todos os objetivos que propus a mim própria.

Escola Secundária de Águas Santas, 21 de março de 2022
Beatriz Maria Pereira, no1, 12oD
YOBEA

Maybe I Am Overthinking; 2021; 30x25cm; técnica mista s/tela

Definição de overthinking: a ação de pensar demasiado em algo, de uma forma que não
possui qualquer utilidade.

Nesta memória descritiva vão ser relatados todos os passos dados para a concretização do Trabalho Livre do 1.º período do 12.ºano. O suporte é uma tela (30x25cm) e recorri a uma técnica mista com tinta acrílica, canetas de feltro e canetas permanentes. “Maybe I Am Overthinking/Talvez esteja a pensar demasiado” é uma frase que repito frequentemente, tanto em inglês como em português. Tenho um gosto especial por me definir como uma “pensadora nata”, pois estou sempre a pensar em todos os porquês, poréns e possibilidades das coisas. Desta forma, surgiu o tema que viria a dar título ao meu trabalho. Tinha como objetivo abordar este “overthinking” misturando-o com elementos mais leves e pessoais, que me trouxessem uma certa calma, acabando por criar um paradoxo entre ansiedade e tranquilidade. Para isto, penso que contribuiu a influência de artistas como Dayris Felix, que apresenta trabalhos que me têm interessado, uma vez que as suas obras despertam em mim essa “certa calma”, e Titsa, que aborda temas de extrema importância através de ilustrações leves.
No meu bloco de estudos, desenvolvi o esboço inicial do projeto. Desenhei um padrão geométrico; uma fada, que remete para a minha infância, a tocar numa borboleta, que, por sua vez, remete para a minha adolescência. As borboletas são um dos meus animais preferidos, símbolos da transformação/metamorfose. Para além disso, “rabisquei” também algumas fases da lua (metáforas para a feminilidade), dois pequenos fantasmas que remetem para a morte, um coelho a chorar, sendo que o coelho é já um símbolo da minha produção artística e, por último, uma caixa de leite estilo Kawaii que verte o leite para fora. Para além disso, escrevi as frases “Maybe I am overthinking” e “I almost wish we were butterflies”, que traduzindo significa: “Eu quase que desejo que nós fôssemos borboletas”, e espalhei algumas flores pela composição. A seguir, passei o trabalho para a tela, dando início à pintura com tintas acrílicas das mais variadas cores. Estava com bastante receio de usar acrílicos uma vez que não é uma técnica à qual recorro frequentemente.
Seguidamente, usei canetas de feltro para preencher as letras e realizar alguns pormenores. Acrescentei, também, tinta acrílica dourada e prateada para criar brilhos e utilizei uma caneta permanente preta para escrever e contornar alguns elementos. Por fim, produzi alguns pequenos detalhes com uma caneta permanente branca. Assim, dei por concluído o meu trabalho livre.
Para terminar, estou bastante satisfeita com o meu trabalho. Diverti-me a fazê-lo e considero-o, até à data, o meu trabalho livre favorito. Não é a primeira vez que abordo um tema ligado ao meu psicológico num trabalho, no entanto, esta é a minha leitura mais pessoal e intimista de um problema que me afeta há vários anos: a ansiedade e o “overthinking”.

Escola Secundária de Águas Santas, 2 de dezembro de 2021
Beatriz Maria Pereira, no1, 12oD
YOBEA

Trabalhos Livres da Joana Madureira

“BF1F2F”

Nesta memória descritiva vão ser relatados todos os passos dados para a concretização do último trabalho livre. Numa tela de metro e meio, decidi representar outra temática mais abstrata e enigmática. Utilizei desde acrílico a marcadores para abordar apenas uma cor, turquesa. Com as suas variantes, turquesa é o foco deste trabalho. A ausência de cor, o preto, acompanha-a no fundo branco e juntos criam no espaço esta espécie de dança. Parece faltar algo, no entanto não tenho o desejo de procurar o que falta. Talvez a sensação de vazio só seja preenchida quando nós sentimos o que vemos nesta representação. Foi interessante trabalhar numa tela deste tamanho, não foi propriamente um desafio. Agora, utilizar apenas turquesa, com certeza foi. A minha cabeça pensava a mil cores, mas submeti-me a utilizar somente turquesa. A meio do processo já tinha chegado a um título, não precisava de um título que dissesse o que possa ou não ser o que aqui vai. Por isso limitei-me a chamar de “BF1F2F”, porque o que a tela é para lá do que se vê a olho nu, já carrega a sua própria extensa personalidade.

Escola Secundária de Águas Santas, 17 de Maio de 2022
Joana Madureira, n.º5 e turma 12ºD



Memória Descritiva do Trabalho Livre “6A0DAD”

Nesta memória descritiva irei descrever os passos para concretizar o trabalho livre deste segundo período do 12 ano. A base do trabalho é uma tela 80x40cm, na qual utilizei na sua maioria tinta acrílica com alguns toques de aguarela e canetas de feltro. Esta representação não teve planeamento prévio, comecei-a cruamente sem pensar. Ainda fui adicionando alguns elementos com o passar dos dias, mas a
base esteve sempre lá.
A fase 1 é relativamente mais vazia em relação ao produto final (que será demonstrado a seguir) e igualmente vazia de contexto, contudo acho que foi a fase mais entregue à cor em si. Aqui acredito que foi onde toda a dança de cores começou, sensações iniciaram o trabalho. A sensação vermelha iniciou o
trabalho como uma cor invasora na natureza do azul. Vermelho invadiu a existência do azul de uma maneira intencionalmente positiva, apesar de todo o choque de cor final ser claro. São dois tons saturados, o que indica a força e vibração forte de ambos quando colidem. É como se um vulcão e um tornado estivessem juntos num só espaço, só que eventualmente o vulcão adormece e o tornado torna-se
uma brisa. A fase 2 é focada mais em elementos em si e neste ponto já tinha decidido o título deste conflito/dança de cores igualmente. Eventualmente, cheguei a um ponto que já estava mais satisfeita para finalmente dar como acabado e assinar. E surgiu assim este trabalho livre que dei o nome de “6A0DAD”, uma complexidade de certa forma organizada da parceria de duas cores que transmitem ideias e sensações opostas. As cores são acompanhadas por duas ausências de cor/cores neutras: preto e branco. Sendo uma o preenchimento do vazio que a outra é. Novamente dois tons que transmitem sensações e ideias opostas. Apesar de parecer abordar uma temática secundária de aspetos mais demoníacos, não é esse o meu intuito neste trabalho. A representação de esqueletos e de um demónio é algo simbólico às expressões “esqueletos no armário” e “energias negativas que nos contrariam” respetivamente. A temática florida contrasta assim o mencionado a cima. Todo este trabalho aborda diversos contrastes estáveis e instáveis. E claro no final tudo isto é apenas “6A0DAD”.

Escola Secundária de Águas Santas, 20 de Março de 2022
Joana Madureira, n.º5 e turma 12ºD


 Memória Descritiva do trabalho livre “The Indigo Jackal”

Nesta memória descritiva vão ser relatados todos os passos dados para a concretização do trabalho livre, “The Indigo Jackal”, do primeiro período do 12.º ano. Inicialmente, iria representar algo surrealista numa tela de 60x70cm, mas acabei por ter a visão deste chacal na cabeça e não me consegui conter. O trabalho surrealista chegou a ser todo completo, apenas não senti que seria o momento para fazer algo assim já. Portanto, tapei o original com tinta acrílica branca e ainda com esse produto sem estar seco, comecei o chacal logo por cima.
Utilizei apenas tinta acrílica nesta tela. Originalmente, ia representar um chacal mais “real” com tons cromáticos mais semelhantes à realidade, porém essa ideia foi alterada conforme a mistura que estava a sair com a tinta base não estar seca. Por isso, o chacal estava a ficar com um tom mais “doente” e isso deu-me um “click”. Comecei então a dar valores cromáticos mais complementares às tonalidades de um chacal real e dar mais personalidade ao mesmo. Foi um teste de paciência pintar por cima de tinta acrílica acabada de aplicar, de qualquer modo gostei do resultado.

Escola Secundária de Águas Santas, 3 de Dezembro de 2021
Joana Madureira, n.º4 e turma 12ºD